Escala Toldo de Trabalho em Assessoria de Imprensa

Sempre tentando contribuir com os colegas jornalistas, vai aqui uma nova escala.

#1 Seja amigo. Amigos ajudam amigos. Em assessoria de imprensa, essa moeda vale mais que ideologia, filiação partidária ou patrocínio (estes dois últimos atrapalham, mas seu assessorado acha que é o que mais vale).

#2 Timing. Saiba qual é a hora certa. Conheça internamente o funcionamento das redações de impressos, sites, rádios e TVs. Existem melhores horários para se enviar material. Há dias mais propícios para se enviar releases.

#3 Feeling. Sentimento é mais forte que a razão. Acerte a hora da fome, do frio, do calor, do desespero, da angústia, da indecisão de uma manchete, de uma notícia, do humor do repórter ou do editor. Experiência conta muito neste item.

#4 Texto conciso. Esta história de nariz de cera não serve nem pra release. Diga “o que, quem, quando, onde, quando e porque”. Se a pauta for boa, o repórter procura. Do contrário, será publicado o suficiente ou nada. E você economizou tempo não escrevendo enrolação!

#5 Follow up. Se a pauta é realmente boa, ligue pras redações. Se a corda está no seu pescoço, ligue pras redações.

#6 Ajudar também é não atrapalhar. Se a bronca contra seu assessorado é grande, barrar a imprensa é queimar seu filme profissional. Prepare seu assessorado, converse com os amigos e deixe-os trabalhar.

#7 Nem muito, nem pouco. Nenhum jornal ou site vai publicar tudo que você mandar pras redações (alguns até sim, mas né!). Por isso, é melhor trabalhar “a favor do seu assessorado” e não “pela pressão do seu assessorado”. Neste caso, experiência conta muito. Adquira-a rápido ou aprenda com os mais experientes e com o pessoal das redações.

#8 Foto é foto. Foto é importante. Foto ruim ou banner é igual a “sem foto”. Não faça o pessoal das redações perder tempo abrindo “cartazes de eventos” pensando ser foto. Aliás, as informações dos cartazes devem ser encaminhadas em texto, não como imagens.

#9 Visita. Visitar as redações e levar seu assessorado junto sempre rende alguma coisa. Se não render matéria, rende empatia e contatos. Relações públicas faz parte de uma boa assessoria de imprensa.

Talvez eu inclua outros itens mais adiante, mas por enquanto concentre-se nestes que fazem parte do nível básico de processos produtivos em assessoria de imprensa. Aplique-os!

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Como fazer um artigo com informações de outro blog

A blogosfera gerou um tipo de postagem que, se feita de forma errada, vira plágio. É a utilização de algo interessante, relevante ou útil publicado por alguém em algum blog ou ainda em repositórios de mídias como o Youtube e o Flickr, por exemplo, sem a devida citação da fonte e ainda um link de encaminhamento.

Dito isso, obviamente, o correto é citar e linkar o artigo escrito à fonte da informação, mesmo que haja incorporação (embed) de mídia na postagem. Sobre isso já fiz uma postagem aqui, chamada Cite, não faça plágio!

Em tempos de conteúdo gerado pelo usuário (user-generated content) , uma boa opção para quem está fazendo um blog ou um site para tentar se manter financeiramente é saber editar e indexar postagens interessantes, relevantes ou úteis.

Para isso, você deve, a partir de uma ou mais fontes (artigo ou artigo e foto ou artigo e vídeo ou só um vídeo ou só um artigo ou só uma foto) gerar uma notícia ou um artigo interessante. Um assessor de imprensa, por exemplo, vê notícia onde um prefeito, vereador, secretário, governador, presidente, diretor, etc. não enxergam. Isso pode ser feito com os conteúdos gerados pelos usuários da internet.

Pense assim: você é assessor de imprensa dos milhões de pessoas que postam coisas na internet e querem aparecer. Façam estas pessoas aparecer!

Claro que aí surgem alguns outros cuidados, além de citar sem plagiar:

    a) você não deve tomar o que as pessoas dizem em blogs como verdade, mas como a versão daquelas pessoas para determinado fato, caso ou coisa;
    b) se o assunto é polêmico ou determina alguma “verdade”, vale a pena buscar mais fontes para “confirmar” ou “debater” o tema.

Ata Notarial: remédio jurídico para crimes na web

Gilvan de França e Nícola Martins, acadêmicos do curso de Jornalismo da Faculdade Satc, são autores do podcast Ata Notarial: remédio jurídico para crimes na web. O podcast é resultado da disciplina Projeto Experimental II – Rádio, sob minha orientação.

Ata Notarial, cabe aqui informar antes da audição, é um instituto previsto na Lei Federal 8935/94, que define a competência dos “notários”, os responsáveis legais pelos cartórios ou tabelionatos. Conforme a lei, eles, entre outros atos, “lavram atas notariais”. Da mesma forma, o artigo 364 do Código de Processo Civil Brasileiro determina que o documento público prova fatos que o escrivão ou o tabelião ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença”.

O podcast foi dividido em três programetes (7’33”, 6’45 e 6’32”) neste tocador.
http://www.archive.org/flow/flowplayer.commercial-3.0.5.swf
Sinopse do podcast:
Os crimes na rede mundial de computadores crescem na mesma proporção da quantidade de pessoas acessando a internet em todo o mundo. Provar calúnia, difamação, injúria e danos morais, entre outros crimes possíveis no meio, pode se tornar impossível se o conteúdo ofensivo for retirado da rede depois de postado. A solução é a utilização da Ata Notarial, um remédio jurídico existente no ordenamento jurídico brasileiro, mas pouco conhecido da população em geral e, inclusive, dos usuários da rede mundial de computadores. Esclarecer, informar e orientar os cidadãos desse direito é o objetivo do presente projeto experimental.