Informação demais na realidade aumentada

Já escrevi aqui sobre realidade aumentada e volto ao assunto porque o vídeo abaixo chama atenção pelo excesso de informação. O vídeo  é da mestranda em Arquitetura da Bartlett School, em Londres, Keiichi Matsuda, e mostra o exagero de dados que se pode conseguir com a tecnologia.

O cenário é uma casa e a profusão de informação entope o cérebro. Claro que a geração entre os 12 e 25 anos vai acha isso uma maravilha. Bom para as empresas de publicidade e mídia.

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Como fazer um artigo com informações de outro blog

A blogosfera gerou um tipo de postagem que, se feita de forma errada, vira plágio. É a utilização de algo interessante, relevante ou útil publicado por alguém em algum blog ou ainda em repositórios de mídias como o Youtube e o Flickr, por exemplo, sem a devida citação da fonte e ainda um link de encaminhamento.

Dito isso, obviamente, o correto é citar e linkar o artigo escrito à fonte da informação, mesmo que haja incorporação (embed) de mídia na postagem. Sobre isso já fiz uma postagem aqui, chamada Cite, não faça plágio!

Em tempos de conteúdo gerado pelo usuário (user-generated content) , uma boa opção para quem está fazendo um blog ou um site para tentar se manter financeiramente é saber editar e indexar postagens interessantes, relevantes ou úteis.

Para isso, você deve, a partir de uma ou mais fontes (artigo ou artigo e foto ou artigo e vídeo ou só um vídeo ou só um artigo ou só uma foto) gerar uma notícia ou um artigo interessante. Um assessor de imprensa, por exemplo, vê notícia onde um prefeito, vereador, secretário, governador, presidente, diretor, etc. não enxergam. Isso pode ser feito com os conteúdos gerados pelos usuários da internet.

Pense assim: você é assessor de imprensa dos milhões de pessoas que postam coisas na internet e querem aparecer. Façam estas pessoas aparecer!

Claro que aí surgem alguns outros cuidados, além de citar sem plagiar:

    a) você não deve tomar o que as pessoas dizem em blogs como verdade, mas como a versão daquelas pessoas para determinado fato, caso ou coisa;
    b) se o assunto é polêmico ou determina alguma “verdade”, vale a pena buscar mais fontes para “confirmar” ou “debater” o tema.

Ata Notarial: remédio jurídico para crimes na web

Gilvan de França e Nícola Martins, acadêmicos do curso de Jornalismo da Faculdade Satc, são autores do podcast Ata Notarial: remédio jurídico para crimes na web. O podcast é resultado da disciplina Projeto Experimental II – Rádio, sob minha orientação.

Ata Notarial, cabe aqui informar antes da audição, é um instituto previsto na Lei Federal 8935/94, que define a competência dos “notários”, os responsáveis legais pelos cartórios ou tabelionatos. Conforme a lei, eles, entre outros atos, “lavram atas notariais”. Da mesma forma, o artigo 364 do Código de Processo Civil Brasileiro determina que o documento público prova fatos que o escrivão ou o tabelião ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença”.

O podcast foi dividido em três programetes (7’33”, 6’45 e 6’32”) neste tocador.
http://www.archive.org/flow/flowplayer.commercial-3.0.5.swf
Sinopse do podcast:
Os crimes na rede mundial de computadores crescem na mesma proporção da quantidade de pessoas acessando a internet em todo o mundo. Provar calúnia, difamação, injúria e danos morais, entre outros crimes possíveis no meio, pode se tornar impossível se o conteúdo ofensivo for retirado da rede depois de postado. A solução é a utilização da Ata Notarial, um remédio jurídico existente no ordenamento jurídico brasileiro, mas pouco conhecido da população em geral e, inclusive, dos usuários da rede mundial de computadores. Esclarecer, informar e orientar os cidadãos desse direito é o objetivo do presente projeto experimental.