Um pitaco no futuro dos jornais

Publiquei no Texto na Web e aqui.

O site do Jornal O Povo publicou uma matéria sobre o 7º Congresso Brasileiro de Jornais, que terminou hoje em São Paulo, e que tratou d”O futuro dos jornais”. Organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), o encontro pretendia traçar perspectivas até o ano de 2020 e descobrir qual o destino da indústria jornalística impressa.

O texto do jornal você pode ler aqui. Retiro dele algumas frases e faço considerações que julgo apropriadas.

“Os jornais brasileiros vêm colhendo, nos últimos anos, uma série de boas notícias, como o aumento de circulação e da captação de investimentos publicitários. Mas são grandes os nossos desafios, sobretudo, aqueles relacionados ao reposicionamento das empresas jornalísticas diante das novas mídias. Nosso futuro depende dessa capacidade de permanente atualização”, observa Sirotsky (Nelson).

Perfeita a análise quanto a atualização, mas há que se considerar que as empresas jornalísticas estritamente impressas irão morrer. Terão de migrar para algo híbrido (impresso/digital) a média-longo prazo e, finalmente, extinguir o papel no longo prazo (não vou estabelecer ano porque não sou doido futurista).

Os dados de crescimento publicitário e de circulação são conseqüência da maior escolaridade e maior poder aquisitivo do brasileiro e devem mesmo crescer por um tempo aqui e em outros países subdesenvolvidos e emergentes. Nos países com níveis altos de escolaridade, com baixo ou nenhum grau de analfabetismo e com inclusão digital, a história é outra.

“O jornalismo online brasileiro tem sido um dos mais dinâmicos e criativos do mundo e nos primeiros anos esteve à frente até de muitos países mais avançados pelo menos num aspecto fundamental: entender que não se tratava simplesmente publicar na Web o mesmo conteúdo do papel, mas sim de adiantar hoje o conteúdo do jornal de amanhã”, adianta, em entrevista ao site da ANJ, Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas – Universidade do Texas (EUA).

A web não serve apenas para adiantar hoje o conteúdo de jornal. O exercício jornalístico na internet requer forma e conteúdo próprios e pode, mais que os outros meios, transcender para dispositivos móveis que, estes sim, devem por fim à Era Papel.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s